Sentir o pulsar do meu corpo a cada traço de uma linha descontinua que divide o percurso negro onde viajo... Sentir que cada vida passada foi um ensinamento único e desprovido de complexos inigmas que teimamos em criar... Sentir que cada dia que está por vir será mais uma recordação de uma existência segura e ambiciosa...
O que sou eu senão o pé descalço de uma criança que joga à bola num terreno coberto de estilhaços de vidro? O que sou eu senão um corpo entregue às balas disparadas de todos os ângulos e direcções? O que serei eu senão um cadáver enterrado na terra que piso... o que fui eu senão um pássaro que mesmo sem saber voar se atirou ao vento... se entregou ao céu infinito...
Do sofrimento resta a cicatriz... Da dor resta a lembrança... Da queda resta o momento em que me erqui...
Não serei apenas mais uma maçã num cesto cheio de outras maçãs... Não serei igual à igualdade... nem diferente na mesma diferença... Não serei mais uma vitima do mundo que ajudo a construir... da sociedade que ajudo a erguer... Recuso-me a ser uma voz perdida no coro... uma palavra perdida no texto... Recuso-me a entregar-me a quem quer que seja... ao que quer que seja... Recuso-me a conformar-me com os meus próprios erros... Recuso-me a resignar-me... Recuso-me a recusar-me...
Vou... onde quer que a estrada me leve...
1 comentário:
"Disarm you with a smile
And cut you like you want me to
Cut that little child
Inside of me and such a part of you"
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