Por onde começar... não sei... a indefinição traz ao homem a fraqueza da impossibilidade de controlar o próprio futuro... cada vez mais preso... cada vez mais cercado por estas quatro paredes... por estes quatro cantos do mundo...
Uma nova cicatriz acrescenta mais um teor de violência neste rosto impiedosamente esmurrado durante esta e outras tantas vidas... este e tantos outros rostos... tantas outras mascaras.
Os olhos seguem a linha do horizonte... o infinito horizonte que os rodeia... que os cerca... que os aprisiona naquela que é a prisão mais dura que alguma vez virá a existir... A única cela que não se vê mas sente-se... a cela mais ampla do universo...
Viver a mais... viver a menos... que interessa? Que importância tem aqui? Aqui que quem usa o ceptro é o tempo... o ceptro numa mão e o chicote na outra... usando a escravidão como motor para a evolução... usando a evolução como motor para a decadência... ferindo todos os que acreditam na utópica liberdade...
Sim... utópica... realista aquele que não espera ser livre... optimista aquele que não o ambiciona... livre o que despreza... Ainda assim...
Enfim... por onde começar...
1 comentário:
A frase principal fez-se notar entre tantas outras...aí está uma bela história de Amor.
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